Sardenha muito além da Costa Esmeralda
- Domundo Operadora
- há 2 dias
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A beleza da Sardenha é quase sempre associada à sofisticação da Costa Esmeralda – e não à toa. A região é mesmo um dos cartões-postais mais famosos do Mediterrâneo.
Mas basta pouco tempo para a imagem se multiplicar em nuances, sotaques e paisagens. Cada canto da ilha conta sua própria história, com línguas, hábitos e sabores que resistem ao tempo, revelando a Sardenha em suas camadas.
Cagliari, capital vibrante no extremo sul, ainda carrega a força de antigas muralhas e das influências espanholas, romanas e árabes. Não só na arquitetura – mas também nas ruelas do bairro de La Marina, nos mercados, nas torres que pontuam a cidadela.
Ao redor, a região de Sulcis Iglesiente expõe uma Sardenha mais rústica, de praias quase intocadas e tradições que seguem vivas, como a produção artesanal do bisso, a “seda do mar”.
Do outro lado, Alghero tem alma catalã e jeito medieval, com muralhas voltadas para o mar. Ali perto, Bosa surpreende com seu casario colorido e atmosfera boêmia. Já Porto Cervo e a Costa Esmeralda, no norte, reforçam a imagem de exclusividade: vilas de luxo, mar turquesa e uma marina que atrai iates do mundo todo.
Mas mesmo ali, entre grutas esculpidas e aldeias no interior, é possível sentir o peso da tradição – como em Calangianus, onde o trabalho com a cortiça e os rituais à mesa seguem quase intocados.
Viajar por essas regiões, dentro de um mesmo itinerário, é como atravessar países diferentes, unidos apenas pela geografia e pela força das raízes sardas.
Sabores de uma ilha plural
A cozinha sarda é uma síntese fiel da geografia da ilha: do interior montanhoso ao mar translúcido, tudo encontra espaço à mesa. Na costa, brilham os frutos do mar – ouriços, polvos, bottarga. No interior, são os queijos intensos, o porceddu (leitão assado lentamente) e os pães elaborados como o carasau que contam a história de um povo ligado à terra.
Durante o roteiro, algumas dessas tradições ganham forma em experiências locais. É o caso da vinícola visitada na região de Sulcis Iglesiente, onde além da paisagem, o destaque é o Carignano, tinto encorpado típico do sul da ilha.
Em Calangianus, a degustação do licor de mirto – produzido a partir das bagas da planta nativa – ajuda a entender a importância dos sabores na cultura sarda. Mais do que provar, é um convite a perceber como os sabores da Sardenha são parte viva da identidade local.

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