Caminhar por Corfu é atravessar séculos
- Domundo Operadora
- 18 de fev.
- 2 min de leitura

No mapa, Corfu é uma ilha grega. Mas quem caminha por suas ruas percebe que há algo mais ali.
Localizada no mar Jônico, a poucos quilômetros da costa da Albânia e de frente para o sul da Itália, Corfu é um ponto fora da curva na Grécia. Longe das casas caiadas e das multidões de Santorini, aqui os traços bizantinos se misturam à herança veneziana, francesa e britânica com uma naturalidade que parece ter sempre existido.
Marcas da História
Entre os séculos XIV e XVIII, Corfu foi um bastião da Sereníssima República de Veneza no Mediterrâneo oriental. Foram os venezianos que construíram as muralhas que ainda cercam a Cidade Antiga, que ergueram as fortalezas gêmeas e definiram o traçado urbano feito de ruelas estreitas, pátios internos e escadarias. Se a alma de Corfu tivesse um sotaque, ele seria italiano.
Mais tarde, no século XIX, vieram os franceses com seu apreço pelos bulevares e jardins públicos, e os britânicos, que deixaram como herança desde o críquete jogado na Esplanada até o Palácio de São Miguel e São Jorge – hoje, um museu de arte asiática.
Um patrimônio vivo
Não à toa, o centro histórico de Corfu é tombado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Mas não se trata de um museu a céu aberto: a cidade vibra.
Corfu na literatura
Nos jardins hoje chamados de Durrell, o nome homenageia os irmãos Lawrence e Gerald, escritores britânicos que viveram em Corfu antes da Segunda Guerra e que deixaram retratos apaixonados da ilha em livros como A Trilogia de Corfu.
Sabores da ilha
A gastronomia de Corfu carrega influências ítalo-balcânicas, com ingredientes típicos da Grécia, mas combinações e nomes que denunciam sua história.
Pastitsada: o prato mais emblemático da ilha, com carne cozida lentamente em molho de tomate e especiarias, servido com massa longa. Uma herança dos tempos venezianos.
Sofrito: fatias finas de vitela ao vinho branco, alho e salsa – simples e saboroso.
Kumquat: essa frutinha cítrica, originária da China, virou símbolo da ilha. Os britânicos a introduziram no século XIX e, hoje, aparece em licores, doces e compotas.
3 curiosidades que explicam Corfu
Críquete na Grécia?
Sim! É em Corfu que o críquete sobrevive como esporte local, vestígio dos tempos de domínio britânico.
Sinos e igrejas
Corfu tem mais de 35 igrejas na cidade histórica. A mais famosa é a de São Espiridião, padroeiro da ilha, cuja tumba atrai fiéis ortodoxos de todo o mundo.
Resistência
A única ilha grega que nunca foi dominada pelos otomanos. Protegida por fortalezas e pelo mar, Corfu escapou do domínio turco – o que ajudou a preservar muitas tradições europeias.

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