Festival de Lanternas: o evento mais fotogênico e inesquecível da Tailândia
- Domundo Operadora
- há 2 dias
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Existem momentos em uma viagem que transcendem o simples turismo e se tornam uma verdadeira experiência. Ver o céu de Chiang Mai se encher de milhares de lanternas flutuantes é um desses momentos. Cada pessoa segura sua lanterna de papel, esperando o momento exato para soltá-la. Quando finalmente sobem aos céus, parecem estrelas, ascendendo em câmera lenta até se perderem na imensidão da noite.
Duas celebrações, uma só magia
A confusão é comum: qual é o Festival das Lanternas? Na verdade, são dois festivais que acontecem simultaneamente no mesmo período do ano.
Loy Krathong é celebrado em toda a Tailândia. “Loy” significa flutuar, e “Krathong” são pequenas cestas decoradas com flores, velas e incenso que as pessoas soltam em rios, lagos e canais. É um ritual de purificação, de deixar para trás as energias negativas do ano e renovar-se para o futuro.
Yi Peng é específico do norte da Tailândia, especialmente Chiang Mai, e tem raízes na tradição Lanna. Aqui, ao invés de cestas flutuando na água, são lanternas de papel – chamadas “khom loi” – que sobem aos céus. Ambos acontecem na noite de lua cheia do décimo segundo mês do calendário lunar tailandês, geralmente em novembro. E em Chiang Mai, as duas tradições se encontram: pessoas soltam krathongs nos rios e khom lois no céu, dobrando a magia.
A simbologia por trás das lanternas
Para os tailandeses, soltar uma lanterna é um ato profundamente espiritual. Cada lanterna carrega consigo orações, desejos e, principalmente, a intenção de levar embora preocupações, mágoas e energias pesadas. Quando a lanterna sobe, é como se problemas e tristezas fossem literalmente levados embora, dissolvendo-se no universo.
Há também um componente de gratidão. Muitos tailandeses agradecem às divindades, à família, aos ancestrais. A luz da lanterna representa sabedoria e iluminação espiritual, conceitos centrais no budismo.
A experiência de soltar sua própria lanterna
As lanternas costumam ser feitas de papel de arroz esticado sobre uma armação de bambu, com uma pequena vela de cera na base. O processo é delicado: é preciso segurar a lanterna aberta até que o ar quente da chama encha completamente o papel. Quando você sente que está pronta, solta.
E então ela sobe. Devagar no começo, ganhando velocidade à medida que se afasta. Ao seu redor, centenas de outras lanternas fazem o mesmo movimento ascendente, criando um rio de luz fluindo em direção às estrelas.

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