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Por que o mundo inteiro espera a floração da lavanda

Uma fotografia aérea em ângulo elevado capturando a vasta extensão de um campo de lavanda em plena floração. Fileiras paralelas e onduladas de arbustos de lavanda de cor roxa vibrante estendem-se por toda a composição, separadas por trilhas de terra batida em tom bege claro. À esquerda, no terço superior da imagem, duas pessoas — um adulto e uma criança pequena, ambos usando chapéus de sol claros — caminham por um dos corredores entre as plantas. A repetição das linhas geométricas cria um efeito visual de profundidade e textura em toda a paisagem.

Imagine a cena: uma imensidão de lavandas em flor, onde o violeta domina a paisagem e dança com o vento sob o sol do verão europeu. De junho a agosto, o Plateau de Valensole vira cenário de encantamento – e não por acaso. A pequena região, entre Alpes e Mediterrâneo, é um dos palcos mais celebrados da floração da lavanda no Sul da França.


Quem chega ali tem a sorte de ver o perfume ganhando forma e de entender, de forma muito concreta, o que a palavra Provence desperta no imaginário do mundo inteiro.


Um mar de lavanda

A floração da lavanda depende de muitos fatores – altitude, solo, tipo da planta, temperatura e até vento. Mas, em Valensole, ela costuma atingir o auge entre o junho e julho. É quando os campos explodem em cor e cheiro, atraindo abelhas, fotógrafos e viajantes de todos os cantos do mundo. O fim da festa acontece logo depois: a colheita se dá entre julho e agosto, dependendo da maturação.


Muito além do visual: história e tradição

Nem sempre a lavanda serviu apenas para embelezar cartões-postais. Os romanos já conheciam suas propriedades aromáticas e antissépticas, e usavam a planta para perfumar banhos, roupas e ambientes. Daí vem o nome: lavanda, do latim lavare – lavar.


Na Idade Média, a planta ganhou espaço nos jardins de mosteiros e, séculos depois, tornou-se uma das bases da indústria de perfumes em Grasse. Hoje, seu cultivo ainda sustenta comunidades inteiras, e movimenta bilhões na economia francesa.


Valensole não vive de uma cor só

Apesar de toda a fama da lavanda, há outro protagonista nessa paisagem: os girassóis. Suas ‘manchas’ douradas surgem em contraste aos tons lilases, compondo um quadro ainda mais impressionante.


E é esse jogo de cores, cores reais e vivas, que torna o plateau uma experiência visual tão marcante. É possível, inclusive, ver ambos florescendo lado a lado – um espetáculo sazonal que só dura algumas semanas.


Uma fotografia de paisagem capturando um vasto campo de lavanda sob um céu nublado e suave. A imagem é composta por fileiras paralelas de arbustos de lavanda roxa vibrante que se estendem verticalmente desde o primeiro plano até o horizonte, criando uma ilusão de convergência e profundidade. O solo entre as fileiras de plantas é de terra clara e seca. Ao fundo, montanhas azuladas e baixas encontram um céu cinza-azulado com nuvens finas e espalhadas. A iluminação é uniforme, realçando o contraste entre o roxo profundo da vegetação e o tom neutro do caminho e do céu.

Entre perfumes e montanhas

No tour, o passeio até o Plateau de Valensole é feito pela manhã, quando a luz está mais suave. A caminhada pelos campos é livre – e isso faz toda a diferença. Dá tempo de parar, respirar fundo, experimentar ângulos para as melhores fotos e a intensidade dos aromas, com cada viajante vivendo a experiência à sua maneira. Na sequência, seguimos até Moustiers-Sainte-Marie, uma das vilas mais charmosas do Sul da França, onde o tempo parece se arrastar em câmera lenta.


Uma fotografia capturando a icônica Abadia de Sénanque sob a luz clara do dia. Em primeiro plano, fileiras perfeitamente alinhadas de lavanda roxa vibrante estendem-se em direção à estrutura de pedra cinza do mosteiro cisterciense do século XII. A abadia apresenta uma arquitetura românica austera, com telhados de telhas de pedra e uma pequena torre sineira central. Ao fundo, uma colina íngreme coberta por uma densa floresta verde contrasta com o céu azul límpido e sem nuvens. À esquerda, dois ciprestes altos e estreitos destacam-se contra a vegetação da encosta.

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