Saara: a experiência única de passar uma noite sob as estrelas no maior deserto do mundo, no Marrocos
- Domundo Operadora
- há 2 dias
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Há desertos e há o Saara. É o maior deserto quente do planeta: são 9 milhões de quilômetros quadrados – quase o tamanho dos Estados Unidos – atravessando onze países africanos. É imenso, antigo e, em boa parte, vazio de presença humana.
Mas há lugares no Saara onde a paisagem atinge perfeição quase sobrenatural. As Dunas de Erg Chebbi, no sudeste do Marrocos, são um desses lugares.
O mar de areia
Erg Chebbi é um campo de dunas que se estende por cerca de 28 quilômetros de norte a sul e 5 a 7 quilômetros de leste a oeste. Quando você está lá, cercado por montanhas de areia alaranjada que atingem 150 metros de altura, o deserto parece infinito.
A areia tem coloração única: dourada ao meio-dia, alaranjada pela manhã e à tarde, quase vermelha no pôr do sol. A cor vem da alta concentração de óxido de ferro – a mesma coisa que deixa Marte vermelho.
O céu do Saara
Longe de qualquer poluição luminosa, o céu noturno do Saara é simplesmente extraordinário. Não são dezenas ou centenas de estrelas. São milhares. Milhões, na verdade.
A Via Láctea atravessa o céu como uma faixa luminosa, constelações que você mal consegue ver em cidades aparecem em detalhes nítidos, planetas brilham como pequenos faróis.
É o tipo de céu que nossos ancestrais viam todas as noites, antes da invenção da luz elétrica. O tipo de céu que inspirou mitologias e guiou navegadores. Ver esse céu é uma experiência transformadora. Você se sente simultaneamente insignificante e parte de algo muito maior.
The Sandy Tents
No coração dessa paisagem mágica, na região de Erg Chebbi, fica o The Sandy Tents, uma experiência cuidadosamente planejada que combina charme com a autenticidade do deserto.
É a forma perfeita de experimentar o Saara: imerso no deserto, focando no silêncio, nas estrelas, na vastidão.
Cultura berbere no deserto
Os berberes habitam o Norte da África há milhares de anos, muito antes da chegada dos árabes. São os habitantes originais do Saara, e seu conhecimento do deserto é ancestral.
Tradicionalmente nômades, muitos berberes passavam a vida atravessando o deserto com caravanas de camelos, comercializando entre oásis, seguindo rotas que só eles conheciam. Eles sabiam ler as estrelas, encontrar água onde parecia não haver, sobreviver em condições que matariam qualquer um sem preparo.
Hoje, muitos berberes se estabeleceram em vilas ao redor de Erg Chebbi, mas mantêm conexão profunda com o deserto e suas tradições. À noite, em acampamentos do deserto, é comum ouvir música tradicional berbere. São canções sobre o deserto, sobre viagens, sobre saudade e sobre casa.

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