Tromsø, Noruega: a melhor base do mundo para caçar a Aurora Boreal
- Domundo Operadora
- há 3 dias
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A 350 quilômetros acima do Círculo Polar Ártico, onde o sol não nasce por dois meses no inverno e não se põe por dois meses no verão, existe uma cidade de 75.000 habitantes com universidade, catedral moderna e vida noturna agitada.
A cidade impossível
Tromso fica na mesma latitude de Barrow, no Alasca – um assentamento ártico minúsculo e isolado. Mas enquanto Barrow luta contra o isolamento extremo, Tromso prospera como centro cultural, educacional e econômico do norte da Noruega.
O segredo está na Corrente do Golfo. Essa corrente oceânica quente que começa no Caribe serpenteia pelo Atlântico até a costa norueguesa, mantendo as águas ao redor de Tromso surpreendentemente temperadas para a latitude. É por isso que o porto nunca congela, ao contrário de outras cidades árticas.
Ainda assim, Tromso é fria. No inverno, temperaturas de -10°C a -15°C são comuns. E há a noite polar – “mørketiden” em norueguês – quando o sol não aparece, geralmente de 21 de novembro a 21 de janeiro.
Vivendo na “escuridão”
Como as pessoas lidam com dois meses sem sol? Surpreendentemente bem. Tromsenses (sim, é assim que se chamam!) não hibernam durante a noite polar. A vida continua normalmente: trabalho, escola, atividades sociais. A cidade segue viva com eventos culturais, atividades ao ar livre e há até corridas de esqui à luz de tochas.
A escuridão não é completa, aliás. Mesmo durante a noite polar, há algumas horas de crepúsculo azul ao meio-dia, quando o sol, embora abaixo do horizonte, ilumina o céu indiretamente com tons de azul profundo e rosa.
E há a compensação: de 20 de maio a 22 de julho, o sol nunca se põe. É o sol da meia-noite, quando você pode fazer churrasco às 2 da manhã sob luz solar, quando crianças brincam nos parques até altas horas, quando a distinção entre dia e noite simplesmente desaparece.
Porta de entrada para o Ártico
Historicamente, Tromso era ponto de partida para expedições polares. Roald Amundsen, o explorador norueguês que primeiro alcançou o Polo Sul, partiu de Tromso em várias expedições. A cidade era onde você se abastecia, contratava tripulação e se preparava antes de partir para o desconhecido gelado.
Hoje, Tromso mantém esse papel, mas para turistas: é base para observação de auroras, expedições para ver baleias, safáris de trenó de cães, e exploração da Lapônia norueguesa.
Arquitetura ártica
A Catedral do Ártico, inaugurada em 1965, é o símbolo visual de Tromso. Sua arquitetura moderna e ousada – telhado triangular branco que lembra icebergs ou tendas sami – se destaca contra a paisagem. O vitral gigante na parede leste é iluminado pelo sol da meia-noite no verão, criando um efeito espetacular.

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