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Vasa: desastre náutico e sucesso arqueológico

Em 10 de agosto de 1628, a população sueca presenciava, estupefata, o naufrágio daquele que foi projetado com a promessa de ser navio mais inovador e poderoso de sua época.


O Vasa levava o nome da dinastia vigente, a Casa de Vasa. Enorme e repleto de belas decorações, o famoso navio de guerra sueco do século XV passou longe de ser um sucesso em termos técnicos, mas hoje é uma verdadeira relíquia para historiadores navais e arqueólogos, encontrando-se atualmente em excelente estado de preservação no Vasa Museet, em Estocolmo.


Com a embarcação afundando apenas 20 minutos após zarpar, o episódio deixou uma série de perguntas que só puderam ser respondidas séculos depois.



Origem e erros do projeto


Encomendado por Gustavo II Adolfo, a ideia inicial era que fossem construídos 4 navios. No meio do processo, ele teria recebido a notícia de que os dinamarqueses estariam fabricando uma embarcação com 2 conveses para armas, algo inédito até então para a região.


Apesar de não haver ninguém na Suécia com experiência ou conhecimento para projetar algo semelhante, o rei ordenou que o almirante Fleming adaptasse um dos navios para superar o país vizinho, contando apenas com o auxílio do designer Henrik Hybertsson.


Além do plano ousado, Gustavo II Adolfo ainda determinou um prazo consideravelmente curto para sua conclusão.


Diante da urgência, especula-se que Henrik tenha simplesmente "esticado" as medidas do projeto original para se adequar às especificações impostas pelo monarca, sem nenhum estudo sobre os impactos em sua estabilidade.

 

Derrubado por um sopro


Assim, no ápice do verão de 1628, o Vasa foi posto ao mar. A imponente embarcação ostentava luxo e poder, adornada por centenas de esculturas entalhadas no casco, representando temas bíblicos, míticos e históricos, além de retratar fatos da própria realeza.


Apesar de ter sido desenhado para comportar 36 canhões, por insistência do rei, o navio iniciou sua breve jornada carregando nada menos que 64 canhões de bronze.


Segundo registros, o vento no dia estava tão fraco que as velas teriam sido estendidas por apenas uma pessoa. Estima-se que fosse algo por volta dos 8 nós, algo considerado baixíssimo.


Depois de navegar apenas 20 minutos, ou, 2 milhas náuticas, o Vasa tombou de lado, sendo invadido pela água através de seus portais de canhão, afundando rapidamente. Estima-se que entre 30 e 50 pessoas tenham perdido suas vidas nesse trágico desfecho.


Cheio de lições, o naufrágio deu origem à expressão “síndrome de Vasa”, que passou a ser utilizada para designar projetos que, por erros de comunicação e administração, acabam sucumbindo.


Preservação, resgate e exibição do navio Vasa

 

Resgatado em 1961, o navio apresentava cerca de 95% de sua estrutura e itens internos preservados.

 

A baixíssima temperatura e a baixa concentração de oxigênio do Mar Báltico contribuíram para a manutenção da madeira do Vasa, evitando seu deterioramento por bactérias e microrganismos. Dessa forma, a nau permaneceu em um estado de conservação notável, considerando seus quase 400 anos de existência.

 

Prepará-lo para exibição foi um trabalho de quase 30 anos, concluído em 1990. Segundo o Vasa Museet, trata-se do único navio do século 17 ainda conservado, sendo uma referência valiosa para investigações históricas e arqueológicas.


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