top of page

Lalibela, a Jerusalém africana na Etiópia

há 5 dias
2 min de leitura

No fim do século XII, um rei etíope teve uma ideia que beira o impossível: em vez de construir igrejas empilhando pedras, ele mandaria esculpi-las, de cima para baixo, escavando templos inteiros de dentro de blocos maciços de rocha vulcânica.


O rei era Gebre Meskel Lalibela, da dinastia Zagwe, e o lugar leva seu nome até hoje. O resultado – onze igrejas monolíticas talhadas no chão de basalto – é considerado por muitos a oitava maravilha do mundo e foi um dos primeiros lugares do planeta a receber o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em 1978.


Esculpidas de cima para baixo

O método é o oposto de qualquer obra convencional. Os construtores partiam da superfície da rocha e iam cavando para baixo, primeiro isolando um grande bloco em forma de cubo ao escavar trincheiras ao redor dele, depois esvaziando seu interior para criar naves, colunas, janelas e altares.


As igrejas se conectam por um labirinto de túneis, trincheiras e passagens subterrâneas. A lenda etíope diz que os homens trabalhavam de dia e os anjos continuavam a obra de noite, o que ajudaria a explicar a velocidade com que tudo teria sido erguido.


Uma Jerusalém africana

Lalibela não foi construída por acaso naquele formato. No período em que surgiu, a expansão muçulmana havia dificultado as peregrinações à Jerusalém, na Terra Santa. A resposta do rei foi ambiciosa: erguer uma nova Jerusalém em solo etíope, onde os fiéis pudessem cumprir sua devoção sem cruzar o mundo.


Por isso o lugar é povoado de referências bíblicas. Há um riacho batizado de Rio Jordão, colinas que evocam o Calvário, nomes tomados de empréstimo à cidade sagrada original.


Bete Ghiorgis, a joia

De todas as igrejas, a mais perfeita é a última a ter sido construída: Bete Ghiorgis, a Casa de São Jorge. Vista de cima, ela é uma cruz grega perfeita, esculpida no fundo de um poço aberto na rocha, isolada do resto do conjunto.


Não há fachada nem escadaria monumental: para alcançá-la, desce-se por uma trincheira estreita cavada na pedra. É a imagem que virou símbolo de Lalibela e de toda a arquitetura religiosa etíope.



Fé viva

Lalibela segue sendo um centro de peregrinação vivo, cuidado por padres e monges ortodoxos que ali rezam há séculos. No Natal etíope, o Genna, celebrado em 7 de janeiro, dezenas de milhares de peregrinos vestidos de branco convergem para a cidade, enchendo os pátios de pedra com cânticos que atravessaram novecentos anos praticamente intactos.


Conheça esse e outros destinos com a Domundo!

Transformamos viagens em experiências que conectam pessoas, lugares e culturas, com um jeito único de fazer turismo: artesanal, cuidadoso e comprometido em estar sempre no lugar certo, na hora certa.


Baixe o PDF dos melhores Tours Domundo

Contatos

+ 55 21 3170 1010 | + 55 21 99663 2597

contato@domundo.com

Av. Nossa Senhora de Copacabana, 769, sala 1201. Copacabana - CEP 22.050-002 - Rio de Janeiro/RJ - Brasil​

  • Whatsapp
  • _Sem FundoCanal Whatsapp
  • Instagram
  • _Sem FundoFacebook
  • Youtube
  • LinkedIn

DOMUNDO OPERADORA. Ministério do Turismo – Cadastur 19.083413.10.0001-6
CNPJ 26.517.239/0001-27 | Domundo não comercializa os produtos em redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn, etc.).
© Copyright 2023 DOMUNDO VIAGENS E TURISMO EIRELI | Todos os direitos reservados.

site abav logo.png
braztoa_logo_azul.png
site cadastur logo.png
bottom of page