Innsbruck, a cidade imperial encravada nos Alpes

Innsbruck deve seu nome ao Rio Inn e a uma ponte — em alemão antigo, Innsbruck significa literalmente "ponte sobre o Inn".
A ponte existe desde o século XII, quando a cidade começou a crescer como ponto de passagem obrigatório entre a Itália e a Alemanha pelo coração dos Alpes. Quem controlasse este vale controlava o comércio alpino, e os Habsburgo entenderam isso cedo.
A dinastia mais poderosa da Europa por vários séculos escolheu Innsbruck como uma de suas residências favoritas. O imperador Maximiliano I, que governou o Sacro Império Romano-Germânico entre 1508 e 1519, amava tanto a cidade que quase a tornou capital do império.
Construiu o Palácio Imperial, encomendou o Telhado de Ouro — o famoso balcão coberto por 2.738 telhas de cobre dourado de onde assistia a torneios e festividades na praça abaixo — e planejou ser enterrado aqui, embora seu túmulo grandioso na Hofkirche tenha ficado vazio: ele morreu em Wels e foi sepultado em Wiener Neustadt.

A montanha como vizinha permanente
O que distingue Innsbruck de outras cidades imperiais europeias é a relação física e constante com as montanhas.
A Nordkette — a cadeia de montanhas ao norte da cidade — começa literalmente nos limites urbanos e sobe até os 2.334 metros do Hafelekar em menos de dez quilômetros.
Um teleférico construído nos anos 1920 conecta o centro da cidade ao topo em menos de vinte minutos. A neve dos picos fica visível da Piazza pela janela do café.
Essa proximidade transformou Innsbruck numa das capitais mundiais dos esportes de inverno — a cidade sediou os Jogos Olímpicos de Inverno duas vezes, em 1964 e 1976.
Mas mesmo para quem não esquia, há algo no fato de uma cidade tão cheia de história imperial estar encaixada tão precisamente entre montanhas que parece desafiar qualquer noção de escala. Innsbruck é grande e pequena ao mesmo tempo, dependendo de para onde você olha.

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